domingo, 29 de Novembro de 2009

SC Covilhã 3 Portimonense SC 1


Steven Vitória protege a bola de Balu

Depois de quatro jogos sem saborear uma vitória, o Sporting Clube da Covilhã regressou aos triunfos na recepção ao Portimonense Sporting Clube, num jogo com transmissão televisiva na Sport TV e caracterizado por chuva, frio e vento, porque o sol foi raro aparecer.
Com o relvado a reflectir as condições meteorológicas, a partida até teve um início movimentado, em que ambas as equipas efectuaram um remate a cada baliza nos primeiros cinco minutos. No entanto, foi uma promessa pouco duradoura, visto que durante largos momentos, a bola não voltou a rondar perigosamente qualquer das redes, embora mereça saliência o empenho dos jogadores na luta desenvolvida em terrenos intermediários. Após a meia hora, o Covilhã arrancou para uma fase de clara superioridade, delineando dois lances em que esteve muito perto de abrir o marcador: aos 36 minutos, Pimenta cruzou da direita para um cabeceamento de Basílio que obrigou a Alê a uma grande defesa em dois tempos; e aos 41 minutos, novamente Pimenta na jogada, agora assistindo Paulo Gomes para um remate por alto em zona muito favorável. Contudo, o esforço serrano foi depois premiado em dose dupla, porque ainda foram festejados dois golos antes do tempo de descanso: aos 43 minutos, Auri cabeceou certeiro um cruzamento de Pimenta na direita; e aos 45+2 minutos, uma bela acção entre Pimenta e Basílio levou a bola até Pizzi, que atirou fora do alcance do guardião algarvio. Ao intervalo: 2-0.
Insatisfeito com o rumo dos acontecimentos, o técnico visitante, Litos, efectuou as três substituições para o começo do segundo tempo, colocando em campo Monteiro, Ben e Garavano, todos com características atacantes. E na realidade, o Portimonense tornou-se uma formação bem mais perigosa, com Pedro Moita a acertar na parte superior da barra aos 46 minutos e Garavano a rematar ao lado aos 54 minutos. Aos 56 minutos, os algarvios conseguiram reduzir a diferença por Garavano, visto que o argentino cabeceou na perfeição um cruzamento de Monteiro na direita. Parecia que a breve aparição do sol estava a iluminar o jogo do Portimonense, que passados poucos instantes esteve quase a chegar ao empate, quando uma escorregadela de Steven Vitória isolou Garavano, que depois não soube bater o guardião Diego Silva. Com o regresso da chuva, o Covilhã sacudiu a pressão adversária e partiu para uma fase dominadora, com Zezinho e Pizzi a possibilitarem intervenções atentas de Alê. As hostes locais ficaram mais descansadas aos 71 minutos, quando Basílio foi derrubado por Balu na área forasteira, provocando uma grande penalidade devidamente convertida por Edgar, que assim fixou o resultado em 3-1. Os serranos continuaram em bom plano e somente a grande exibição do guarda-redes Alê impediu o avolumar do marcador, pois, rubricou três defesas de imensa qualidade em iniciativas de Dagil, Pizzi e Bruno Nogueira. Diga-se, que o Portimonense também esteve próximo da diferença mínima aos 87 minutos, com Auri a evitar o sucesso da acção de Garavano, mas tal como nas últimas duas deslocações à Covilhã, os algarvios não conseguiram evitar a derrota. O Covilhã sobe assim para uma zona mais tranquila da classificação, visitando na próxima jornada o campo do Feirense.

Texto: Eugénio Lopes.
Fotografia: Filipe Pinto – Foto Académica
Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_vitalis/pages/jogo.aspx?epoca=20092010&jornada=11&jogo=6016

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Adventino

Adventino, natural de Portimão, iniciou a carreira no Clube Boa Esperança, tendo depois transitado para outro emblema da sua cidade, o conhecido Portimonense, que na altura militava no escalão secundário. As suas capacidades levaram-no à 1ª Divisão ao ingressar no Lusitano de Évora, seguindo na época 1961/1962 para o Sporting da Covilhã, depois de não ter chegado a acordo com o Sporting CP. Adventino ficou apenas uma temporada na cidade neve, revelando-se um jogador muito possante, que actuava como avançado centro, mas os seus golos não impediram a descida de divisão dos serranos. O goleador algarvio ficou famoso pelos dois tentos apontados ao SL Benfica, detentor do título de campeão europeu, quer no empate (1-1) alcançado no Estádio da Luz, quer no triunfo (2-1) no Estádio Santos Pinto. Que outras memórias de Adventino?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Mesquita

Luís Pedro Mesquita iniciou a sua carreira nos escalões jovens da Associação Desportiva da Estação, tendo transitado para o Sporting Clube da Covilhã na época 1985/1986, constituindo-se como um dos jogadores que representou o emblema serrano nas duas últimas passagens pela 1ª Divisão. Até regressar novamente ao Covilhã no início da década de 90, Mesquita jogou pelo Salgueiros e pela Naval 1º Maio, sendo um jogador de postura correcta, com grande velocidade e técnica, e que actuava preferencialmente como defesa direito. Que mais haverá a revelar sobre Mesquita?

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

SC Covilhã 2 CD Santa Clara 2

Basílio tenta passar por Danilo Silva

Ao contrário do que tem sido habitual em épocas anteriores, o Sporting Clube da Covilhã não foi derrotado na recepção ao Clube Desportivo Santa Clara, conseguindo somar um ponto que permite a ocupação do 11º lugar da classificação, mesmo sem alcançar qualquer triunfo nas derradeiras quatro jornadas.
Numa partida com transmissão televisiva na Sport TV, foram os serranos que entraram com uma postura mais empreendedora, respondendo o Santa Clara com a devida atenção ao contra ataque, mas nesta fase apenas dois lances, um em cada área, provocaram alguma agitação nos espectadores. Os festejos inaugurais surgiram aos 22 minutos, e para as cores locais, visto que o estreante Paulo Gomes aproveitou de forma artística uma falha de Danilo Silva. A vantagem covilhanense esteve quase a ser aumentada aos 31 minutos, quando um eficaz passe de Milton possibilitou um bom apontamento técnico de Pizzi, que apenas foi parado pela excelente intervenção de Matt Jones. O Covilhã apresentava-se num plano muito positivo, mas que o Santa Clara inverteu totalmente a partir dos 35 minutos, quando passou a actuar mais tempo no meio campo contrário e conseguiu virar o resultado a seu favor ainda antes do período de descanso: aos 41 minutos, Fofana cobrou um livre directo para uma grande defesa de Igor Araújo, que originou um canto apontado por Oliveira para o cabeceamento certeiro de Danilo Rocha; e em cima dos 45 minutos, Leandro Tatu cruzou da esquerda para a cabeçada triunfal de Rincon. Ao intervalo: 1-2.

Paulo Gomes entre dois adversários

No segundo tempo, esperava-se um Covilhã mais atacante, contudo, os visitantes não concederam facilidades e continuaram a jogar mais perto das redes locais, no entanto, foram surpreendidos aos 48 minutos por uma bola pontapeada por Auri, que possibilitou a Basílio uma fuga oportuna para colocar o marcador em 2-2. Os serranos ficaram mais animados e tiveram novo acréscimo de moral aos 57 minutos, visto que os açorianos ficaram reduzidos a dez unidades por vermelho directo a Fofana, que efectuou uma acção muito dura sobre Steven Vitória. Em superioridade numérica e empolgado pelo seu público, o Covilhã procurou claramente o tento da vitória, mas somente por uma vez esteve quase a atingir esse objectivo, foi aos 70 minutos por Pizzi, que rematou ligeiramente ao lado após um bom trabalho individual. O Santa Clara soube defender a igualdade e justificou o facto de ainda não ter perdido como visitante, perante um Covilhã bastante esforçado, mas com reduzidos argumentos para colocar em causa o desfecho que se verificava. Na próxima jornada, os serranos voltam a actuar no Complexo Desportivo, recebendo agora o Portimonense, que se encontra no lugar cimeiro da classificação em igualdade pontual com o Feirense.

Texto: Eugénio Lopes.
Fotos: Filipe Pinto - Foto Académica.
Ficha de Jogo:
http://www.lpfp.pt/liga_vitalis/pages/jogo.aspx?epoca=20092010&jornada=10&jogo=6008

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Fernando Cabrita

Fernando Cabrita, natural de Lagos, iniciou a carreira de futebolista no Esperança de Lagos, representando em seguida o Olhanense e o Angers (França), antes de ingressar no Sporting da Covilhã na época 1953/1954. Envergou a camisola serrana durante seis épocas, tendo contribuído para os maiores feitos desportivos do emblema covilhanense, concretamente, o 5º lugar na 1ª Divisão em 1955/1956 e Finalista da Taça de Portugal em 1956/1957. Fernando Cabrita somou 11 internacionalizações por Portugal (7 na Selecção AA e 4 na Selecção BB), desempenhando vários lugares em campo devido a sua elevada cultura táctica, jogando no Covilhã muitas vezes a médio esquerdo ou organizador de jogo, sendo um grande profissional, de elevada conduta fora e dentro do terreno de jogo. Fernando Cabrita foi depois um treinador de reconhecidos méritos em diversos clubes nacionais, e também no estrangeiro, com saliência para o facto de ter integrado a Comissão Técnica da Selecção de Portugal no Campeonato Europeu de 1984. Certamente, que muito mais haverá a dizer sobre Fernando Cabrita…

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

CD Fátima 3 SC Covilhã 0


Mantém-se a tradição do Sporting Clube da Covilhã não vencer nos últimos anos no campo do Centro Desportivo de Fátima, e desta vez por números esclarecedores, com os serranos a não conseguirem disfarçar o mau momento que atravessam.
Numa partida marcada pela chuva, a equivalência de valores começou por ser a nota dominante, até nos lances de perigo, visto que aos 9 minutos, foi por muito pouco que Dagil não chegou a uma boa jogada de Pizzi, enquanto aos 13 minutos, David Simão obrigou o guardião Diego Silva a uma boa intervenção. Aos 18 minutos, os visitantes reclamaram uma grande penalidade após um cabeceamento de Edgar, mas o árbitro Bruno Esteves não vislumbrou qualquer infracção manual do defensor local. Depois da meia hora, o Fátima revelou-se mais rápido a trocar a bola e aos 36 minutos a atenção de Diego Silva impediu que Nuno Sousa causasse estragos. No entanto, o golo dos locais acabou mesmo por surgir aos 39 minutos, quando um livre directo de André Carvalhas possibilitou uma boa defesa a Diego Silva para canto, na sequência do qual, João Vilela desviou de cabeça para as redes forasteiras. O encontro estava movimentado e aos 43 minutos, Steven Vitória cabeceou ao lado em plena área local, respondendo o Fátima com um remate de Nuno Sousa defendido por Diego Silva. Ao intervalo: 1-0.
No segundo tempo, os pupilos de Rui Vitória tiveram um início dominador, conquistando três cantos consecutivos, e no último dos quais aconteceu a dilatação da vantagem por André Carvalhas, precisamente de canto directo quando decorria o minuto 48. O Covilhã sentiu bastante o tento sofrido e não esboçou uma reacção digna desse nome, por isso, até foram os locais que ameaçaram novos festejos aos 68 minutos, mas Diego Silva esteve muito bem perante Nuno Sousa. Os comandados de João Salcedas passaram a optar pela colocação rápida da bola na área adversária e aos 70 minutos, Beré atirou por cima. No derradeiro quarto de hora, os serranos empurraram em definitivo o Fátima para terrenos mais recuados, porém, sem qualquer acção de grande perigo para a baliza defendida por Nené. Os locais revelaram-se atentos ao contra ataque e aos 77 minutos, o remate de David Simão passou muito perto das redes covilhanenses. De pontaria mais apurada apresentou-se Marco Matias, que poucos instantes após a entrada em campo, rematou certeiro diante Diego Silva e fixou o resultado em 3-0 aos 85 minutos. Beré ficou a escassos centímetros de reduzir a diferença aos 87 minutos, no entanto, o desfecho estava mesmo encontrado e o Covilhã somou o terceira partida seguida sem vencer, o que originou a queda para o 12º lugar da classificação, recebendo na próxima jornada o Santa Clara.

Texto: Eugénio Lopes.
Ficha de Jogo: http://www.lpfp.pt/liga_vitalis/pages/jogo.aspx?epoca=20092010&jornada=9&jogo=5999

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Balseiro


Luís Balseiro iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Beira-Mar, tendo continuado a sua formação no Sporting CP. Ingressa pela primeira vez no Covilhã na época 1983/1984, vindo do Estarreja, mas ficou por cá apenas uma temporada, no entanto, após dois anos no emblema de Aveiro, Balseiro regressou em 1986/1987 para ser campeão nacional da 2ª Divisão, mantendo-se na época seguinte para representar o clube serrano na 1ª Divisão. Balseiro foi muitas vezes titular da baliza covilhanense, sendo um guarda-redes de grandes recursos e reconhecido profissionalismo, que para além do Sporting da Covilhã, actuou no principal escalão do futebol nacional por Tirsense, União da Madeira e Beira-Mar. Mas existirão mais referências de Balseiro…